Nem acredito que ontem estava inspirada para a escritura da dissertação.
Conversei com Marcela antes de dormir. Listamos todos os casos que tive (interessante, escrevi caos, erroneamente, mas é verdade. Caso, caos, acaso.). Nenhum me iludiu. Eu me iludi. Minha felicidade está suspensa com esses aí, mas ainda assim acredito no amor, assim como Anaïs Nin lavrou e deu fé: "o amor reduz a complexidade da vida.".(p. 169 de Henry e June).
O sexo com J.P., sei que seria eterno. Ele não quer assumir ninguém. E sei que gosta de me foder. Fica muito excitado quando chego.
Mas quero mais do que isso. (penso que deveria trocar as iniciais...)
Meu Deus, estou aqui refletindo. Meu objeto de estudo, um processo autoficcional. Um movimento autoetnográfico. Não sei se quero que saibam o que pesquiso. Só o pessoal vinculado à minha vida acadêmica.
Meus ex-namorados vão pro caixão sem saber que os profiro amor eterno aqui. Aliás, só por um. Ah! Voltando para o diário das quadraturas... Em 2010 ele, J.P. dizia (eu encontrei um diário 2009-2010) que nosso sexo era transcendental, parafraseando o próprio senhor das sombras, o J.P.
Dificilmente ele se excita com outra mulher. Pois é. Eu acredito. É de escorpião, Vênus e Marte em Escorpião, vive no submundo das suas próprias sombras. É o deus Hades, eu seria Perséfone, só que não tenho muito tempo para perder, não sou eterna.
Nada nele me faz falta. Às vezes a amizade. Conexão de amigos.
É frio, egoísta. Não me oferece um café expresso sequer. Eu, deixar de ficar na casa da minha mana Marcela, que me trata igual uma rainha, para satisfazer macho incompreendido ferido por sua própria masculinidade falha? Ou melhor, sua virilidade falha. Mais nunca. Mereço verdade.
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