Sonho viajando. Vejo estrada. Asfalto.
Vejo o mar. Sonho que estou em Macarani, numa mesa com J. e uma amiga. Falamos de política. Vejo patos.
Natureza. Ainda o amo. Sei que será pai pela terceira vez.
Noite anterior sonho com um poço. Azul. Como o poço azul da Chapada Diamantina.
Bons presságios.
O poço que fui com ele em novembro de 2018, em uma viagem que nos tirou do eixo, vivemos a magia. Lembro como se fosse agora, o guia mostrando um espaço entre pedras, que os turistas podem tirar foto. Ele ficou atrás de mim, sentia seu calor, suas mãos em volta de mim, como uma proteção para que eu não escorregasse e caísse... E se eu caísse, mais de sessenta metros de profundidade. Seria a metáfora do que eu viveria um mês depois, afogamento. O poço como um sinal sobre esse amor que nunca me deu segurança. Ele era a projeção do meu pai, que logo eu me separaria, também.
Nessa viagem, fomos ao Poço azul, ao Poço encantado, a Igatu, ao Olho d'água, nesse dia. Nos dias anteriores, Cachoeira do buracão. O tempo nos oportunizou uma distensão. Era só ele ali, sem medo, sem armadilha, sem vícios, sem álcool. Fizemos amor no banho, aproveitando que estávamos dividindo o quarto com Berenice, sua amiga política. A Chapada é realmente mágica. Há muita coisa que ainda viverei por lá, tenho certeza.
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