quarta-feira, 19 de maio de 2021

21 de agosto

 Live sobre Viewpoints. Eu sinto tanta falta da sala de ensaio. De trabalhar a improvisação a partir da arquitetura, do corpo, do espaço, e agora, que estou na semiolinguística; arquitetura dos imaginários sociodiscursivos. Meu corpo é meu discurso, meu e de todo mundo, pois corpo é social. Também. 

Na live, citaram as técnicas orientais. Como se tivessem descoberto a roda. 

Citaram o tai chi chuan. Citaram o zen. 

Como se tivessem descoberto a roda. 

Tomei uma taça de vinho dando formas eróticas aos pensamentos. Pensamentos plásticos, com cheiros, com textura mesmo. Pensamento com nome de homem. De um. Infeliz. 

Essa relação de amor e ódio aos homens, Anais Nin sempre me responde em Henry & June. É uma eterna comparação. Ela lá, nos anos 30, 40, tinha um grito de provocação sobre lugares do feminino e do masculino mesmo em suas ficções e em suas autobiografias, e até hoje, parece que ainda estamos nos anos 30. Amor e ódio pelo que os homens limitam em nós. Eles que dão as regras do jogo. Eles que são audaciosos. Eles que escolhem o tempo deles. 

Nojo de I. B. 

Eca. 

Live de viewpoints. Falamos muito sobre o conceito de foco suave. Soft focus na vida. Soft paus. Soft picas. Soft rolas murchas e duras e pequenas e quânticas. Eles se acham demais. 

Pausa para um pensamento sobre um furto. Furtei algo de uma pessoa morta. Não tenho coragem de dizer o quê aqui. Tem relação com a questão em si, com os pontos de vista. Roubei um pont of view de uma pessoa desencarnada, e vejo toda minha criação com seus olhos de fóssil. 

Entre a confissão e o jogo [erótico]. 



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