terça-feira, 25 de maio de 2021

25 de agosto de 2020

Penso que estou vivendo um período mais contemplativo. Não me vejo mais me satisfazendo com sexo casual. Acho que a ilusão tem caído por terra. Para que sexo casual? Os ciclos se repetem. Mais ou menos seguindo essa dramaturgia:

Cena 1, ato único

Personagens: 

Fulano e Emanuelle 

(Luz, foco em mim:)

EMANUELLE: -Olá, fulano, como você me agrada. 

FULANO: -Olá, Emanuelle. Vamos tomar um vinho?

EMANUELLE: -Sim, que dia?

FULANO: - Pode na sexta? 

EMANUELLE: -Claro. 


Cena 2 

(É sexta-feira. Personagem Emanuelle sai do salão, compra calcinhas novas, na cor preta. Vestido tubinho preto.)

FULANO: -Estou passando aí, Manu. Pode ir descendo. 

Cena 3: 

(Luz em resistência.) 

FULANO: -Gostosa! Sua pele... blablabla 

EMANUELLE: -Você me deixa louca ... blablabla 

Cena 4:

(No outro dia, acordam):

 FULANO: -Bom dia! Vamos indo porque tenho que adiantar umas coisas. ..

...

Luz cai em resistência. Fim. 

Mas também por que tem que ter apego? Eu também caio em resistência. 

Não importa o contrato que existe, todos sofremos. É inevitável a insatisfatoriedade. 

Por isso o que é melhor a se fazer é... 

trepar. Trepar. Trepar.


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